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Após nova alta da Selic, Brasil só fica atrás da Rússia em juros reais

Por: Brasil Econômico

O Comitê de Políticas Monetárias (Copom) do Banco Central decidiu na última quarta-feira (16)  elevar a taxa básica de juros em 1 ponto percentual. A Selic passou de 10,75% ao ano para 11,75% ao ano, maior patamar desde 2017. Com a nova alta, o Brasil ficou em segundo lugar em um ranking de 40 países com as maiores taxas de juros reais, ficando atrás apenas da Rússia.

O levantamento é feito pela gestora de recursos Infinity Asset, em parceria com o portal MoneYou.Continua após a publicidade

Os juros reais consideram a taxa de juros nominal descontada a inflação prevista para os próximos 12 meses. No Brasil, os juros reais atingiram 7,1%. 

O país já havia ocupado a liderança em fevereiro, mas caiu para a segunda posição depois que a Rússia elevou sua taxa nominal de juros para 20%, em uma tentativa de conter a desvalorização do rublo, diante da guerra na Ucrânia.

“Quando a taxa Selic aumenta, a tendência é que outras taxas de juros também aumentem. Ou seja, quem precisa fazer parcelamentos, financiamento ou outras dívidas tende a pagar juros maiores e, consequentemente, uma conta maior. Imagina os juros de cheque especial ou de cartão de crédito, por exemplo, que já são exorbitantes? Eles devem aumentar ainda mais”, explica o doutor em educação financeira, Reinaldo Domingos.

Veja o ranking de países com as maiores taxas de juros reais

  1. Rússia: 30,70%
  2. Brasil: 7,10%
  3. Colômbia: 3,65%
  4. Chile: 3,64%
  5. México: 2,62%
  6. Turquia: 1,44%
  7. Hungria: 1,22%
  8. Indonésia: 1,00%
  9. África do Sul: 0,46%
  10. China: -0,01%
  11. Malásia: -0,05%
  12. Filipinas: -0,14%
  13. Hong Kong: -0,74%
  14. Índia: -0,90%
  15. Japão: -0,95%
  16. Suíça: -0,98%
  17. Israel: -1,40%
  18. Taliândia: -1,49%
  19. Nova Zelândia: -1,76%
  20. República Tcheca: -1,76%
  21. Córeia do Sul: -1,79%
  22. Reino Unido: -1,86%
  23. Polônia: -1,89%
  24. Suécia: -2,14%
  25. Cingapura: -2,20%
  26. Dinamarca: -2,30%
  27. Austrália: -2,34%
  28. Grécia: -2,62%
  29. Áustria: -3,19%
  30. Portugal: -3,38%
  31. Taiwan: -3,48%
  32. Canadá: -2,31%
  33. França: -3,84%
  34. Estados Unidos: -4,28%
  35. Alemanha: -4,85%
  36. Holanda: -5,03%
  37. Espanha: -5,12%
  38. Itália: -5,35%
  39. Bélgica: -5,48%
  40. Argentina: -15,20%

Considerando os juros nominais, o Brasil tem a quarta maior taxa, perdendo apenas para a Argentina, Rússia e Turquia.

Veja o ranking de países com as maiores taxas de juros nominais

  1. Argentina: 42,50%
  2. Rússia: 20,00%
  3. Turquia: 14,00%
  4. Brasil: 11,75%
  5. México: 6,00%
  6. Chile: 5,50%
  7. Índia: 5,40%
  8. República Tcheca: 4,50%
  9. China: 4,35%
  10. África do Sul: 4,00%
  11. Colômbia: 4,00%
  12. Indonésia: 3,50%
  13. Polônia: 3,50%
  14. Hungria: 3,40%
  15. Filipinas: 2,00%
  16. Malásia: 1,75%
  17. Coreia do Sul: 1,25%
  18. Taiwan: 1,13%
  19. Canadá: 0,50%
  20. Nova Zelândia: 1,00%
  21. Hong Kong: 0,86%
  22. Reino Unido: 0,75%
  23. Tailândia: 0,68%
  24. Cingapura: 0,33%
  25. Estados Unidos: 0,25%
  26. Austrália: 0,10%
  27. Israel: 0,10%
  28. Alemanha: 0
  29. Áustria: 0
  30. Bélgica: 0
  31. Espanha: 0
  32. França: 0
  33. Grécia: 0
  34. Holanda: 0
  35. Itália: 0
  36. Portugal: 0
  37. Suécia: 0
  38. Japão: -0,10%
  39. Dinamarca: -0,60%
  40. Suíça: -0,75%

Também nesta quarta, o banco central dos Estados Unidos (Fed, na sigla em inglês) elevou os juros do país de 0,25% para 0,50%, pela primeira vez desde 2018. A previsão é de que a taxa básica termine 2022 entre 1,75% e 2%.

As decisões dos comitês de política monetária do Brasil e dos Estados Unidos, anunciadas ontem, são uma tentativa de controlar a inflação. Juros mais altos tornam empréstismos e financiamentos mais caros, e isso inibe o consumo, reduzindo os preços.

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