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“Não existe preço que troque um brinquedo por atenção plena”: quanto custa ser pai em 2026?

Entre despesas com educação, saúde e lazer, planejamento financeiro e saúde mental ganham espaço na construção de uma paternidade mais equilibrada.

No Dia dos Pais, o Dinheiro TMC desta semana propõe uma reflexão que vai muito além dos presentes e das comemorações: quanto custa ser pai em 2026? Em um cenário de despesas cada vez maiores com educação, saúde, alimentação e lazer, a relação das famílias com o dinheiro ganha novos desafios e grandes oportunidades de aprendizado.

Para discutir o tema, Thiago Matheus conversou com Reinaldo Domingos, PhD em Educação Financeira, e com o psiquiatra Dr. Rodrigo Bressan, do Instituto Ame Sua Mente. As entrevistas mostram que cuidar das finanças da família não significa apenas controlar gastos, mas também construir hábitos, compartilhar sonhos e preservar relações.

Mais do que presentes, presença

Para Reinaldo Domingos, o Dia dos Pais pode ser uma oportunidade para a família conversar sobre sonhos, desejos e prioridades. Segundo ele, reunir pais e filhos para discutir objetivos também permite introduzir a educação financeira de forma prática na rotina das crianças.


“Não existe preço no mundo que troque um brinquedo físico por uma atenção plena para o filho”
, afirma.

Reinaldo destaca que a presença dos pais pode ser mais importante do que o valor de um presente. Brincar, conversar e participar da rotina dos filhos são atitudes que ajudam a fortalecer os vínculos familiares e mostram que atenção e convivência também fazem parte do investimento na formação das crianças.

Para o especialista, essa relação também pode ser aproveitada para ensinar os filhos a tomar decisões financeiras. Ao falar sobre um desejo, como comprar um celular ou fazer uma viagem, os pais podem estimular perguntas como quanto custa, quando o objetivo será realizado, quanto será necessário guardar e, principalmente, de onde virá o dinheiro.

Sonhos também entram no planejamento

A educação financeira dentro de casa, segundo Reinaldo, pode começar justamente pelos sonhos dos filhos. Em vez de simplesmente dizer sim ou não a um pedido de consumo, os pais podem transformar a vontade da criança em um exercício de planejamento.

“O que é o sonho? É o iPhone, é o telefone, o smartphone? Quanto ele custa? Quanto tempo você quer realizar esse sonho? Quanto vamos ter que guardar? E de onde vamos tirar?”, questiona.

A ideia é mostrar que realizar um desejo exige escolhas e que o dinheiro precisa ser direcionado de acordo com as prioridades da família. Para o educador financeiro, identificar gastos que podem ser reduzidos e transformar esses recursos em planejamento é uma forma de aproximar os filhos de uma relação mais consciente com o consumo.

Saúde mental também pesa no orçamento

Além da organização financeira, o programa também discutiu outro fator que interfere diretamente nas decisões econômicas das famílias: a saúde mental.

Para o Dr. Rodrigo Bressan, a relação com o dinheiro está ligada à maneira como as pessoas vivenciam as situações, lidam com suas emoções e tomam decisões.

“A relação com o dinheiro é absolutamente fundamental para a saúde mental”, afirma.

Segundo Bressan, a insegurança financeira está entre os fatores que ajudam a explicar os elevados níveis de ansiedade observados no Brasil. Preocupações com dívidas, falta de dinheiro e instabilidade podem afetar não apenas o indivíduo, mas também as relações familiares e o ambiente profissional.

“Um dos principais motivos para as medidas de mais ansiedade no Brasil tem a ver com a insegurança financeira e não tanto com a nossa cultura”, explica.

Confira o programa completo:

https://youtube.com/watch?v=L8k9a5sGMaw%3Ffeature%3Doembed

Fonte: TMC

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