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Sem dinheiro para pagar o IPVA em 2022? Saiba qual a melhor solução

Por: Eduarda Esteves / Site: Elas Que Lucrem

Quem é proprietário de veículo sabe: todo começo de ano é preciso preparar o bolso para arcar com o Imposto sobre Veículos Automotores (IPVA). A despesa é fixa e de conhecimento geral, mas, mesmo assim, muita gente perde os prazos e deixa o planejamento financeiro de lado. O resultado é endividamento e dor de cabeça.

Se você não organizou as finanças, perdeu o emprego ou simplesmente não tem o dinheiro necessário para quitar a dívida – que, em 2022, está ainda maior em função de um reajuste médio de 22,5% -, é importante entender que isso pode ocasionar um sério problema. A primeira consequência é uma multa por cada dia de atraso, até o limite de 20%, além de juros mensais. 

Alaine Borges, banker da Nau Capital que acumula mais de 15 anos de atuação no mercado financeiro, explica que o pagamento do IPVA é obrigatório para todos os proprietários de veículos leves e pesados. 

Ela lembra também que a inadimplência do imposto, após a data limite fixada pelo Detran, também pode levar o veículo a ser apreendido, caso o condutor seja flagrado usando o automóvel com o documento irregular. Não há multa de trânsito pelo não pagamento, mas, sem a quitação desse débito, o proprietário não pode fazer o licenciamento do carro, o chamado Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV).

“Sem o licenciamento atualizado, o automóvel pode ser apreendido pelas autoridades competentes. Além disso, o dono pode ter o nome inscrito na dívida ativa, fato que impede a prestação de concursos públicos e dificulta financiamentos. Ele também vai receber uma multa gravíssima, no valor de R$ 293,47”, diz.

Para checar se você está no cadastro da dívida ativa por causa do IPVA atrasado, basta acessar o site da Secretaria da Fazenda do seu estado e pesquisar diretamente na área referente ao imposto.

Como calcular o valor do imposto

Para calcular o valor do seu IPVA, basta multiplicar a alíquota cobrada no seu estado pelo valor de mercado do veículo. Acesse a tabela Fipe para consultar o valor venal do automóvel usado. Para os modelos zero quilômetro, a referência é o preço da nota fiscal.

Se o valor do veículo usado é R$ 25 mil e a alíquota 4%, caso de São Paulo, o imposto vai custar R$ 1.000. Já no Distrito Federal, onde a alíquota é de 3%, o IPVA do mesmo veículo passaria de R$ 1.000 para R$ 750.

Além da consulta à tabela Fipe e do cálculo do valor, o proprietário do veículo precisa buscar as regras de seu estado para entender quais são os descontos do pagamento à vista e os prazos estipulados. O parcelamento do valor integral, em geral, é feito de três a seis prestações.

Carros entre 15 e 20 anos de idade podem estar isentos, também a depender do estado. Todas as regras podem ser encontradas no Detran de cada unidade da federação.

Qual a melhor solução para o pagamento?

Mas, diante da falta de dinheiro para quitar a dívida à vista, mesmo com os descontos oferecidos, qual seria a melhor solução? Cintia Senna, educadora financeira da Dsop, organização dedicada à disseminação da educação financeira, destaca que a próxima alternativa é optar pelo parcelamento.

Mas, se ainda assim ficar difícil, a alternativa é deixar de gastar com algum outro item e até entrar no site do Detran ou da Secretaria da Fazenda para verificar as opções disponíveis de parcelamento.

Por fim, caso nenhuma solução funcione ou caiba no seu bolso, tomar um empréstimo diluído num prazo maior pode ser uma saída, embora a menos vantajosa. 

“É importante avaliar a taxa de juros, os impostos, o valor da parcela e em quanto tempo você poderá quitá-la. Lembre-se de que, no próximo ano, você terá de pagar de novo o IPVA. Calcule também se você terá verba para pagar o valor fixo todos os meses, para não quitar um débito e entrar em outro”, explica a educadora financeira. 

Alaine concorda. Para ela, a indicação é sempre o pagamento à vista, com possibilidades de descontos que variam de 5% a 15%. Porém, na ausência de um planejamento financeiro prévio ou algum imprevisto que interfira no orçamento, ela recomenda analisar com o banco qual a taxa de juros para um empréstimo. “Também é interessante que o proprietário compare essa taxa com a taxa do parcelamento direto com o Detran e escolha o menor.”

Cintia lembra ainda que, para evitar a mesma frustração no ano seguinte, é preciso reavaliar se você tem condições de poupar o dinheiro do IPVA, já que a dívida é anual. “É importante fazer desse momento uma observação. Se você está sem o recurso financeiro necessário, analise o seu orçamento e entenda se o veículo está trazendo mais custos ou benefícios. Será que ele está dentro do orçamento familiar?”, questiona a especialista.

A educadora financeira acrescenta também que o IPVA precisa ser considerado ao se calcular o custo de ter um veículo. “Observe qual o padrão de vida que você pode sustentar para não sofrer com a mesma situação todos os anos. Sabemos que muitas pessoas sonham em ter um imóvel ou um carro. Mas é necessário entender que, após a realização dos sonhos e desejos, é preciso manter aquele bem.”

Para pagar o IPVA atrasado, basta acessar a página da internet do Detran ou da Secretaria da Fazenda de seu estado e solicitar a emissão de uma nova guia. Tenha em mãos os dados da placa do seu carro e o número do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam).

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