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Pequenos investidores podem sair da poupança e manter ganhos

Por: Coroata Online

Embora ofereça um retorno financeiro menor em comparação com os investimentos em renda fixa e variável, a caderneta de poupança segue como o tipo de aplicação mais popular no Brasil. A principal justificativa para a escolha dos brasileiros é a segurança. No entanto, especialistas em finanças alertam para uma avaliação mais cuidadosa sobre a relação entre os riscos e a rentabilidade dos produtos.

De acordo com a última edição da pesquisa Raio-X do Investidor Brasileiro, publicada em 2021 pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), menos da metade da população nacional (40%) tem o hábito de economizar e buscar alternativas para que o dinheiro poupado possa render. Dessa parcela, 29% optam pela caderneta de poupança, o que corresponde a 30 milhões de pessoas das classes A, B e C.

Na comparação com os levantamentos realizados pela Anbima anteriormente, porém, a pesquisa mostrou que o portfólio dos brasileiros vem se diversificando nos últimos anos. Por isso, a caderneta de poupança está perdendo espaço para outros rendimentos. 

Para 5% dos poupadores brasileiros, os fundos de investimento são a alternativa para fazer o dinheiro render. Outros 5% preferem adquirir títulos privados, como os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

Já os títulos públicos do Tesouro Direto foram apontados como a preferência de 3% dos investidores. O mesmo percentual foi observado entre aqueles que decidiram investir em ações da bolsa de valores (B3).

A pesquisa da Anbima foi realizada nas cinco regiões do país, num momento em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ainda não havia realizado os consecutivos aumentos da taxa básica de juros Selic, interferindo diretamente no rendimento da poupança.

Além disso, a inflação oficial também era menor quando comparada com 2022, fator que, segundo a orientação dos especialistas em finanças, deve ser considerado na análise de riscos da caderneta.

Rendimento e riscos da poupança

Em reunião do Copom realizada em março deste ano, a taxa Selic foi fixada em 11,75% ao ano. Com esse percentual, a regra para o rendimento da caderneta de poupança é de 0,5% ao mês, mais o valor da Taxa Referencial que, desde 2017, está em zero. Por isso, o rendimento é de 6,17% ao ano.

Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador de inflação oficial do país, está acumulado em 10,56% nos últimos 12 meses. Isso significa que, no intervalo de um ano, o dinheiro aplicado na caderneta de poupança renderá abaixo da inflação, o que representa perda.

O presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), Reinaldo Domingos, explica que essa avaliação entre o rendimento da poupança e a inflação é necessária para checar os riscos de perda de quem opta pela caderneta. No entanto, ele afirma que para um país que ainda não tem o hábito de poupar, optar por esse tipo de aplicação ainda é melhor do que deixar o dinheiro parado em casa.

Outras alternativas

O mercado financeiro oferece opções seguras e com rendimentos maiores em comparação com a poupança.  Segundo a Anbima, os títulos públicos do Tesouro Direto são os investimentos menos arriscados, uma vez que têm a garantia do governo federal.

Os títulos privados — como os CDBs, as LCIs e as LCAs — são assegurados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que protege os titulares de crédito em caso de dificuldades da instituição financeira em cumprir o pagamento.

Já os fundos de investimento imobiliário (FIIs) são considerados o produto menos arriscado da renda variável e, por isso, indicados pela Abefin como uma porta de entrada para os pequenos investidores que desejam ingressar na bolsa de valores

Todas as alternativas mencionadas oferecem retornos financeiros maiores quando comparadas com a poupança. Para fazer a melhor escolha, a Anbima orienta avaliar o valor disponível para investir e o prazo em que se pretende resgatar o dinheiro.

Entre os papéis do Tesouro Direto, Domingos esclarece que há opções de curto, médio e longo prazos. Já os títulos privados e os FIIs são indicados a quem pode esperar mais tempo para o resgate.

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