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Renda variável: este tipo de investimento é para todos?

Por: Portal DunaPress

A renda variável é uma modalidade de investimento mais arriscada, mas que pode oportunizar retornos financeiros mais altos. Embora financeiramente atrativa, ainda causa dúvidas nos investidores – sobretudo entre os iniciantes –  sobre quem pode investir nesses ativos. De acordo com as associações do setor financeiro, para esta resposta é preciso fazer algumas considerações.

As opções em renda variável incluem ações de diferentes empresas, câmbio, derivativos, fundos de investimentos imobiliários (FIIs), fundos de índice (ETFs), fundos de ações, fundos multimercados, BDRs e criptomoedas.

De acordo com as informações da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), a escolha sobre onde investir deve considerar questões como o valor disponível para o investimento, o prazo no qual se pretende resgatar o dinheiro e o quanto o investidor está disposto a tolerar riscos.

Na renda variável, é possível encontrar opções de investimento com valores diversos. Há ações, ETFs e outros ativos com preços acessíveis, abaixo de R$ 100. Portanto, a orientação é pesquisar quais se enquadram na faixa de recursos do investidor.

Com relação ao tempo para o resgate, também é recomendável analisar caso a caso. Há ativos de curto, médio e longo prazo. Alguns fundos oferecem remuneração mensal ao investidor. Já o day trade é a operação mais rápida realizada no mercado financeiro, quando a compra e a venda de ações acontece em um mesmo dia, podendo durar questões de minutos.

Com relação aos riscos, a renda variável é mais arriscada quando comparada aos produtos de renda fixa. No entanto, dentro da própria modalidade, alguns ativos são considerados mais seguros em relação aos outros, como é o caso dos FIIs e dos ETFs.

Perfil do investidor de renda variável

Por conta dessas nuances, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) orienta o investidor a estudar as características de cada ativo e analisar o próprio perfil antes de investir.

Tanto a Anbima quanto a Abefin explicam que o perfil do investidor está relacionado ao quanto se está disposto a correr riscos em busca de uma maior lucratividade.

Desta forma, o investidor com perfil conservador é aquele que prioriza a segurança dos recursos em relação ao retorno financeiro. O com perfil moderado está disposto a correr um certo risco para aumentar a possibilidade de lucros, enquanto o perfil arrojado prioriza a lucratividade em relação à segurança.

Na teoria, o investidor conservador deveria optar pela renda fixa e o arrojado, pela renda variável, enquanto o moderado poderia transitar entre as duas modalidades. Mas, na prática, não é bem assim.

Segundo a Anbima, o cenário econômico interfere diretamente no comportamento dos ativos. Por isso, em alguns momentos é mais favorável investir em renda fixa e, em outros, em renda variável. A estratégia recomendada para proteger o dinheiro das oscilações da economia é diversificar a carteira de investimentos.

Estratégia de investimentos

Na hora de montar uma carteira diversificada, a Abefin aconselha que os investidores conservadores direcionem a maior parte dos recursos para a renda fixa, mas que uma parte menor seja destinada aos produtos de renda variável menos arriscados.

Quem possui um perfil moderado deve realmente transitar entre as duas opções considerando os indicadores econômicos em suas escolhas. E mesmo os mais arrojados também devem diversificar os investimentos optando por algumas alternativas que possam oferecer um retorno financeiro menor, mas que são mais seguras.

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