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Como administrar bem o cartão de crédito

Por: Adriano Silverio / Site: Industria Hoje

O total de brasileiros com dívidas no cartão de crédito aumentou em 2022. De acordo com a  Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada em fevereiro, pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), 87% dos endividados do país estão com faturas do cartão em aberto. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 80,5%.

O aumento do endividamento é justificado pelo contexto econômico: cerca de 12 milhões de pessoas estão desempregadas no país, e a inflação chegou a casa dos dois dígitos (10,06%) no ano passado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A realidade impacta a renda das famílias.

No entanto, a preocupação de especialistas da área financeira e dos órgãos de defesa do consumidor é que a situação possa resultar no aumento da inadimplência e na possibilidade de superendividamento das famílias, condições em que elas enfrentam dificuldades para manter a subsistência. 

Isso porque o cartão de crédito possui uma das taxas de juros mais altas praticadas pelo mercado. Segundo informação do Banco Central (BC), o juro médio do rotativo do cartão de crédito é de 343,6% ao ano.

Renegociação de dívida

Quando bem administrado, o cartão de crédito pode auxiliar nas finanças das famílias. Porém, se usado sem parcimônia, torna-se uma verdadeira dor de cabeça, como alertam os especialistas da área financeira e os órgãos de defesa do consumidor.

Para quem está endividado, a recomendação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) é buscar a renegociação. Conforme o órgão, pagar apenas o mínimo da fatura é um erro que tende a transformar a dívida em uma “bola de neve”.

Para a renegociação, basta procurar o banco, informar a situação e solicitar um acordo para o parcelamento da dívida. O Idec destaca que, para isso, é necessário que as condições de prazo e os valores da parcela sejam compatíveis com a realidade financeira do consumidor para que ele possa arcar com o compromisso.

Outra possibilidade é o consumidor obter um empréstimo pessoal para pagar a dívida do cartão. A Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) explica que, neste caso, o consumidor substitui uma dívida com juros mais altos por outra com taxas menores, para ter condições de efetuar o pagamento. 

Ainda segundo as informações da Abefin, a alternativa é recomendada quando a dívida não tem um valor alto e o consumidor opta por modalidades de crédito que oferecem juros mais baixos, como o empréstimo sem garantia ou o consignado, descontado na folha de pagamento.

Orientações gerais

Algumas orientações podem ajudar o consumidor a fazer um melhor uso do cartão. A Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor afirma que o primeiro cuidado com o cartão de crédito está relacionado ao limite, que deve ser, no máximo, a metade do valor da receita do consumidor para que, assim, ele não corra o risco de gastar mais do que ganha.

Outra dica é não ter mais de um cartão de crédito. Isso vale não só para aqueles emitidos por bancos, mas também por lojas e supermercados. A Proteste explica que quanto mais cartões, maior será o limite de crédito e a possibilidade dos gastos superarem os ganhos, criando a situação de endividamento.

Na hora de escolher o cartão, é preciso que o consumidor avalie as condições oferecidas: limite, juros, anuidade e outros encargos. É recomendável escolher um cartão que não cobre anuidade e possua condições mais baratas. 

Ainda assim, a Proteste ressalta que o consumidor deve evitar pagar o mínimo da fatura, parcelar os valores ou fazer saques no cartão de crédito, pois são ações que podem aumentar o valor da dívida de forma expressiva.

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