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ABEFIN

RESERVA DE EMERGÊNCIA E RESILIÊNCIA FINANCEIRA: UMA REVISÃO NARRATIVA SOBRE EDUCAÇÃO FINANCEIRA E PREVENÇÃO DO ENDIVIDAMENTO DIANTE DE IMPREVISTOS

Este artigo analisa em que medida a constituição de uma reserva de emergência pode contribuir para a resiliência financeira e para a prevenção do recurso imediato ao crédito diante de imprevistos. O problema de pesquisa foi formulado nos seguintes termos: de que modo a educação financeira e o planejamento de uma reserva podem reduzir vulnerabilidades financeiras sem atribuir à conduta individual a responsabilidade exclusiva pelo endividamento? O objetivo geral consiste em examinar a função preventiva da reserva de emergência, seus limites e os critérios que devem orientar sua formação. Adotou-se uma revisão narrativa estruturada, com consulta a artigos científicos e documentos oficiais publicados, prioritariamente, entre 2015 e 2026. Foram considerados estudos sobre letramento financeiro, comportamento, endividamento, bem-estar e resiliência financeira, além de normas brasileiras relacionadas à educação financeira e ao superendividamento. A análise indica que a reserva pode ampliar a capacidade de absorver despesas inesperadas e reduzir a necessidade de contratação emergencial de crédito, sobretudo quando integrada a orçamento, gestão de riscos e proteção social. Contudo, não há fundamento para afirmar que ela elimina a inadimplência nem para prescrever percentuais ou quantidades universais de meses. Conclui-se que seu dimensionamento deve considerar despesas essenciais, estabilidade e variabilidade da renda, dependentes, condições de saúde, coberturas existentes, liquidez e capacidade real de recomposição.

Autor (a): Ismael André Ferreira de Mello

Ano: 03/2022

Material: Artigo Científico

Palavras-chave: educação financeira; reserva de emergência; resiliência financeira; endividamento; imprevistos.

RESERVA DE EMERGÊNCIA E RESILIÊNCIA FINANCEIRA: UMA REVISÃO NARRATIVA SOBRE EDUCAÇÃO FINANCEIRA E PREVENÇÃO DO ENDIVIDAMENTO DIANTE DE IMPREVISTOS

Este artigo analisa em que medida a constituição de uma reserva de emergência pode contribuir para a resiliência financeira e para a prevenção do recurso imediato ao crédito diante de imprevistos. O problema de pesquisa foi formulado nos seguintes termos: de que modo a educação financeira e o planejamento de uma reserva podem reduzir vulnerabilidades financeiras sem atribuir à conduta individual a responsabilidade exclusiva pelo endividamento? O objetivo geral consiste em examinar a função preventiva da reserva de emergência, seus limites e os critérios que devem orientar sua formação. Adotou-se uma revisão narrativa estruturada, com consulta a artigos científicos e documentos oficiais publicados, prioritariamente, entre 2015 e 2026. Foram considerados estudos sobre letramento financeiro, comportamento, endividamento, bem-estar e resiliência financeira, além de normas brasileiras relacionadas à educação financeira e ao superendividamento. A análise indica que a reserva pode ampliar a capacidade de absorver despesas inesperadas e reduzir a necessidade de contratação emergencial de crédito, sobretudo quando integrada a orçamento, gestão de riscos e proteção social. Contudo, não há fundamento para afirmar que ela elimina a inadimplência nem para prescrever percentuais ou quantidades universais de meses. Conclui-se que seu dimensionamento deve considerar despesas essenciais, estabilidade e variabilidade da renda, dependentes, condições de saúde, coberturas existentes, liquidez e capacidade real de recomposição.

Autor (a): Ismael André Ferreira de Mello

Ano: 03/2022

Material: Artigo Científico

Palavras-chave: educação financeira; reserva de emergência; resiliência financeira; endividamento; imprevistos.