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Presentes de Natal: filhos participam na decisão das compras

Natal é a época mais movimenta do comércio no ano e as crianças ficam em grande expectativa pelos presentes. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 50% dos filhos participam de alguma maneira no processo de escolha dos presentes que receberão dos pais. 41% dos pais decidem a compra dos presentes com os filhos,  9% deixam as crianças decidirem sozinhas a compra. Já para 47% dos entrevistados, a decisão é centralizada, sem abertura para a participação dos filhos.

A criança participar das compras torna-se aprendizado, inserindo educação financeira na vida dos pequenos, isso tem impacto nas finanças familiares. É o que mostra a 1ª Pesquisa de Educação Financeira nas Escolas, a única realizada sobre o tema no País.

Em parceria entre o Instituto de Economia da UNICAMP, por seu Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia (NEIT), o Instituto Axxus e a Abefin, o levantamento contemplou 750 pais/responsáveis de alunos com idade de 04 a 12 anos de cinco capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Goiânia e Vitória, em escolas adotantes e não adotantes do Programa DSOP de Educação Financeira nas Escolas. O resultado mostra que 71% dos filhos com educação financeira na escola ajudam no consumo consciente, enquanto 45%, não educados financeiramente, pedem tudo em uma situação de compra.

O especialista em educação financeira e presidente AbefinReinaldo Domingos, louva a participação dos filhos nas compras, mas controlada.

“Deixar que os filhos também tomem decisões na hora da compra é válido mostrar a existência de um processo aquisitivo. Antes mesmo de sair de casa, é necessário uma breve conversa, estabelecendo um limite de valor a ser gasto”, explica Domingos.

As crianças ficam expostas a propagandas nas mídias sociais, também observam os pais, dai a importância de dar exemplo. É preciso cuidado para não comprometer finanças familiares por atitudes impulsivas, lembrando também das contas típicas de início de ano.

“Não é possível cobrar dos filhos uma atitude que nós não temos. Se a criança vê o pai lidar com o dinheiro de forma desorganizada, é provável trate aquilo como normal. É importante verificar se determinada compra realmente cabe no orçamento da família para não começar 2019 no vermelho”.

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Caique Lima

Assessor ABEFIN

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