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2,9 milhões estão desempregados há mais de 2 anos – Saiba como organizar as finanças

O desemprego atinge 14,2 milhões de brasileiros, sendo que destes 2,9 milhões buscam trabalho há mais de dois anos e 5,4 milhões há mais de um ano. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE com dados do primeiro trimestre de 2017. Como organizar as finanças frente a essa grave situação?

“O momento é crítico, é preciso cortar gastos e readequar o padrão de vida para esta nova realidade. É importante buscar fontes de renda, mesmo que não sejam em sua área de atuação, para garantir o consumo de produtos e serviços básicos. É preciso cuidar da saúde mental e não desistir, pois são nos momentos de crise que crescemos e aprendemos a nos reinventar”, orienta o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.

Confira 10 orientações para organizar as finanças em caso de desemprego:

 

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  1. Faça bicos

É preciso explorar os conhecimentos que tem para ganhar uma renda extra neste período de desemprego. Quem tem habilidade para cozinhar, tirar fotografias ou fazer trabalhos manuais pode oferecer seus produtos ou serviços.

É válido procurar trabalhos temporários em shoppings e comércios em geral, além da possibilidade de ser motorista de aplicativos de transporte. Um serviço que está em alta é o de levar cachorros da vizinhança para passear em dias e horários combinados.

Se preferir seguir em sua área de atuação, pode passar a oferecer serviços como consultoria, aulas e freelances, por exemplo. Assim, além da renda extra, há também uma retomada de conhecimentos e aperfeiçoamento profissional.

  1. Persista na recolocação profissional

Use sua rede de contatos e manifeste que que está buscando oportunidades no mercado. Faça um bom currículo e acompanhe o período de contratação das empresas. Atualize-se de notícias sobre o seu setor para estar preparado para entrevistas de emprego. Lembre-se, as oportunidades geralmente aparecem para quem está atrás delas. Esqueça o desânimo, levante a cabeça e olhe para o futuro.

 

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  1. Venda itens

Faça um diagnóstico dos itens que possui em casa e que pouco ou nunca utiliza e veja quais pode vender. Eletrodomésticos (como multiprocessadores e batedeiras), aparelhos eletrônicos (como DVD’s  e videogames), móveis e até mesmo roupas, sapatos e brinquedos podem virar renda extra.

Desapegar de itens antigos também pode ajudar neste momento de desemprego. Aparelhos para ouvir discos de vinil e os próprios vinis, por exemplo, podem ser vendidos por um bom valor, além de outros itens já considerados relíquias e que são valiosos para colecionadores.

  1. Alugue objetos

Alugar itens por temporada é válido quando há algo parado em casa, mas a pessoa/família não quer se desfazer. Prancha de surf, bicicleta, patins, videogame, câmera fotográfica, roupa para formaturas ou bailes… Há diversas plataformas online que conectam pessoas interessadas em alugar.

O aluguel de vagas na garagem e até mesmo de quartos em casa, além de imóveis e automóveis por período combinado, é algo que pode gerar uma boa renda extra sem que seja necessário fazer qualquer investimento;

  1. Troque ao invés de comprar

Se precisar de algo novo, não pense primeiramente em comprar. Além de reformar o que já tem, você pode trocar. É possível economizar bastante em grupos de trocas em redes sociais, manifestando o desejo de trocar um item em boas condições que não é mais utilizado por aquilo que deseja no momento;

  1. Cuidado com ferramentas de crédito

Cartões de crédito, cheque especial, cartão de lojas e outras ferramentas de crédito fácil devem ser, na medida do possível, eliminadas de sua vida; evite mesmo em caso de emergência, pois, caso não consiga pagar esses valores, os juros serão exorbitantes, criando um caminho de difícil volta.

  1. Analise a sua realidade

Fazer um diagnóstico de sua situação financeira é imprescindível, pois, na maioria dos casos, cerca de 30% dos gastos no lar são desnecessários. Conheça todos os gastos mensais, minuciosamente, desde cafezinho até parcela da casa própria, nada deve passar despercebido. Tendo dívidas e parcelamentos, os some também.

  1. Faça uma faxina financeira neste período de desemprego

O que realmente é prioridade em sua vida? Pense muito bem nessa questão, pois muitos gastos que não agregam à vida. Repense em itens como TV a cabo, celulares e smartphones, balada e ida a restaurantes, água, energia e outros pequenos gastos que podem ser reduzidos. Priorize o que é realmente é fundamental nesse período.

  1. Negocie as dívidas

Busque os credores e seja o mais franco possível, mostre que não quer se tornar inadimplente, mas que também não possui condições de pagamento, buscando assim diminuir os juros e esticar os débitos. Lembrando sempre de priorizar dívidas com juros mais altos e com bens de valor como garantia.

  1. Fuja dos exploradores

Infelizmente, por mais que seu momento seja de desespero, existem pessoas mal-intencionadas prontas para se aproveitarem dos seus temores. Não permita abusos; muitos tentarão tirar proveito de sua fraqueza para tentar obter vantagens. Evite promessas e garantias descabidas. É melhor estar com o nome sujo do que ser explorado pelas pessoas.

 

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