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Crise do coronavírus –8 orientações para sobreviver a segunda onda

A crise do coronavírus está aí e está impactando as vidas e tudo leva a crer que
teremos uma segunda onda. Existem sim motivos para muita preocupação e cuidados,
respeitando os próximos e evitando a proliferação do vírus, mas é importante evitar o
desespero. Com organização e cuidados iremos atravessar essa crise, basta observar
a China, onde tudo começou e que já conseguiu controlar a situação. Contudo, a crise
tem uma preocupação grande com as finanças pessoais.

É preciso se precaver, hora de fechar a torneira e reduzir ainda mais os gastos. Muitas
pessoas que estarão em quarentena em casa, ou trabalhando no regime de home
office, devem se preocupar, pois isso pode gerar mais gastos, como nos casos de
alimentação, consumo de energia, internet, dentre outros. É preciso planejamento.
Contudo, mesmo com um cenário pouco animador, não há motivos para desespero, e
sim para planejamentos e adequação, buscando sair fortalecido deste período. Para
auxiliar, elaborei algumas orientações fundamentais para sair dessa situação
fortalecido:

  •  Criar estoques de produtos – muitas pessoas já saíram para comprar todo o
    estoque e máscara e álcool em gel possível, comprando até o que não vai
    utilizar. Cuidado, pode se ter um gasto desnecessário e até prejudicar os
    outros, que quando necessitarem não terão esse produto. Também cuidado
    para não comprar coisas inúteis impulsionados pelas fakes news, busque
    informações em meios de comunicações confiáveis antes de qualquer ação.
    Mesmo com comida muito cuidado, avalie vencimentos e não forme estoques
    monstruosos.
  •  Home office ou quarentena – trabalhar ou estar isolado em casa não significa
    economia, muitas vezes isso ode resultar em mais gastos, pois as pessoas vão
    toda hora para a geladeira comer algo, também existe os gastos com energia,
    internet e outros que terão maior consumo. É hora de fazer anotações e
    planejamento para que não tenha o descontrole financeiro.
  •  Cuidados profissionais – Evite contatos desnecessários nessa época de crise,
    não é preciso abraço, beijo e aperto de mão para fechar negócios. E respeite o
    ambiente de trabalho, pois isso fará com que as chances de problemas nas
    empresas sejam menores, impactando menos até mesmo na empregabilidade.
  •  Chegou a hora de saber investir – se tem dinheiro para investir e com o dólar
    disparando e as bolsas de valores totalmente malucas, agora é hora de muito
    cuidado para quem quer investir, contudo, é hora de aprender com as quedas
    da bolsas que fez muitos perderem dinheiro, não existe dinheiro fácil. No
    mercado financeiro, existem diversas opções de aplicação em ativos financeiros
    com riscos diferentes. A orientação é procurar variar o investimento de acordo
    com o tempo que utilizará o dinheiro. De forma geral, o risco de uma aplicação
    financeira é diretamente proporcional à rentabilidade desejada pelo
    empreendedor, ou seja, quanto maior o retorno estimado pelo tipo de aplicação
    escolhida, maior será o risco, por isso, é preciso cautela.
  •  Reavalie seus gastos– sabia que, em média, 25% dos nossos gastos são com
    supérfluos? Com a crise a recomendação é ficar mais em casa, evitar saídas
    desnecessárias e gastos desnecessários. As pessoas sempre dizem que não têm
    mais da onde reduzir os gastos, mas, depois, quando fazem uma análise,
    observam que é possível. Por mais que essa crise seja horrível, é preciso
    aprender com ela, muitas vezes o fato de ter menos opções pode mostrar que é
    possível viver com menos.
  • Lide com a alta do dólar – Com a alta do dólar a população brasileira é atingida,
    pois somos consumidores. Somada à inflação, que também está aumentando, a
    alta da moeda americana reflete diretamente no preço de produtos e serviços
    de nosso cotidiano, encarecendo-os substancialmente e, consequentemente,
    diminuindo nosso poder de compra. Um exemplo de aumento é o relacionado
    ao trigo, que é em grande parte importado, o que irá refletir no aumento no
    preço do pãozinho da padaria, bolos e diversos produtos do dia a dia da
    população. No supermercado isso deve ser sentido também em todos os
    produtos que possuem matéria prima. Se o dólar aumenta, os preços desses
    produtos aumentam também. Embora não seja motivo para pânico, há muitos
    cuidados a serem tomados nesse período. Por isso, o melhor a fazer é reunir a
    família, rever os custos diários e mensais, reduzir os excessos e supérfluos e
    fazer algo que parece óbvio, mas muita gente não consegue: garantir que o
    ganho sempre seja maior que as despesas.
  • Chegou a hora de sonhar – por mais que o cenário para muitos seja de
    pesadelo, nessa hora, é de grande importância sonhar, ou seja, definir os
    objetivos materiais, pois eles é que farão com que se tenha foco para evitar o
    descontrole ou mesmo o desespero. Reúna a família e converse sobre o tema, e
    o que pode fazer depois dessa crise dividindo os sonhos em três tipos: curto
    (até um ano), médio (até dez anos) e longo (acima de dez anos) prazos,
    definindo também quanto custam e quanto poderão poupar por mês para
    realizá-los.
  •  Mude o formato de seu orçamento – um erro comum é pensar que orçamento
    financeiro familiar consiste em registrar o que se ganha e subtrair o que se
    gasta e, caso sobre dinheiro, será lucro, se faltar, prejuízo. A forma correta, no
    entanto, consiste em, primeiramente, elaborar o registro de todas as receitas
    mensais, posteriormente, separar os valores pré-definidos para os projetos da
    família e, somente com o restante, adequar os gastos da família. Isso forçará
    um ajuste do padrão de vida familiar para conquistas financeiras.
  •  Livre-se das dívidas – muitos pensam em como se livrar das dívidas em um
    momento de crise. Pode parecer impossível, mas é exatamente nesses
    momentos que os credores também oferecem as melhores condições para
    negociações. A orientação é que o primeiro passo seja o de resolver o problema
    que levou ao endividamento, isto é, a causa. Adequar seu padrão de vida a sua
    realidade é muito difícil, mas é fundamental observar que não pode viver em
    uma realidade que não é sua. Cortas gastos para ganhar fôlego e, assim, poder
    assumir o compromisso de pagar as dívidas é a melhor opção agora. Se não se
    livrar desse problema de forma emergencial, pode ter certeza que a alta dos
    juros prejudicará a sua saúde financeira no futuro.

Reinaldo Domingos está a frente do canal Dinheiro à Vista. É PhD em
Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores
Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira
(www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller
Terapia Financeira.

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Thayna Palmas