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Automóvel próprio vale mesmo a pena? – A Abefin te ajuda!

A compra do primeiro automóvel é um dos maiores sonhos de pessoas que me procuram buscando uma melhor vida financeira. Mas será mesmo que vale a pena tê-lo?

Num futuro muito próximo, prevê-se que as pessoas não tenham mais a propriedade de um automóvel. Um relatório da empresa independente Rethink X (The Disruption of Transportation and the Collapse of Internal – Combustion Vehicle and Oil Industries) chegou a estabelecer uma data para esta mudança: 2030. Nesse ano, as vendas de carros a particulares terão caído 80%, segundo seus cálculos. Naquele momento, 95% dos quilômetros percorridos em carros serão feitos em frotas autônomas de veículos elétricos. Somente esta alteração de costumes fará com que uma família média dos EUA economize 5.600 dólares em custos de transportes, o que equivale a um aumento de 10% nos salários. Como resultado, os americanos manterão US 1 trilhão nos bolsos, potencialmente a maior introdução de gastos do consumidor da história.

Outro estudo do Governo norte-americano diz que os carros ficam estacionados 95% de sua vida útil. Os aviões, apenas 50%. Na Inglaterra, Uber e Volvo investem 300 milhões de libras para ter, em breve, táxis autônomos rodando por lá. Tókio se prepara para ser a primeira cidade do mundo com somente táxis autônomos já nesta próxima Olimpíada, em 2020.

Enquanto este futuro não chega a nosso País, precisamos decidir se queremos ou não adquirir o nosso sonhado carro. Sempre lembrando que as decisões não são classificadas como certas ou erradas, elas somente trazem consequências.

A Educação Financeira ajuda as pessoas a tomarem as melhores decisões possíveis e não é uma Ciência Exata, é uma Ciência Comportamental.

Vamos exemplificar, em números, a decisão de se adquirir um automóvel. Como Educação Financeira não é uma Ciência Exata, você pode pular estes parágrafos de cálculos, e ir direto para as conclusões.

Cálculos

Vamos supor a aquisição de um carro popular, com motor 1.0 Flex, sem ar condicionado nem direção hidráulica, fabricado no Brasil e um dos mais baratos do mercado, custando R$ 27.000. Este automóvel é econômico e testes comprovaram que ele percorre 11,8 Km com um litro de álcool em trajeto urbano. Na cidade de São Paulo, conseguimos encontrar postos que vendem este combustível por R$ 2,499 por litro e aqui o IPVA é de 4% do valor do carro, cobrado anualmente. Pesquisei o seguro e, na média de três solicitações, encontrei  um valor de R$ 1.500. Vamos calcular o custo total deste veículo supondo um trajeto diário de 8 Km para ir e voltar do trabalho e que o estacionamento custe R$ 300/mês. Faremos os cálculos com um juro real (juro nominal menos a inflação) de 0,35% ao mês para aplicações.

  1. Custo de capital pela aquisição: R$ 27.000 x 0,35% = R$ 94,05 por mês ou R$ 4,72 por dia (mês de 20 dias úteis);
  2. Custo do combustível: (8Km x R$ 2,499/l)/11,8 Km/l = R$ 1,69 por dia;
  3. Estacionamento: R$ 300 por mês ou R$ 15,00 por dia;
  4. Seguro: R$ 1.500 por ano ou R$ 4,11 por dia (ano de 365 dias);
  5. IPVA : R$ 27.000 x 4% = R$ 1.080 por ano ou R$ 2,96 ao dia (ano de 365 dias).

Não vamos considerar, para efeitos de cálculos, outros custos como depreciação, manutenção, multas e outros.

O total diário, então, seria R$ 28,48 = (R$ 4,72 + R$ 1,69 + R$ 15,00 + R$ 4,11 + R$ 2,96).

Compararemos este custo com o custo de utilizar um aplicativo de táxi. Fazendo uma simulação por aplicativos mobile, o valor médio é de R$ 14,00 por trecho, ou R$ 28,00 por dia.

Conclusões

Neste exemplo, os custos praticamente se equivalem, e como eu disse anteriormente, não são números que deveriam decidir nesta escolha. Escolhas têm consequências e, no meu caso, optei por vender o carro que tinha e utilizar os transportes públicos, metrô no meu caso. Somente por esta decisão, uma despesa mensal de pouco mais de R$ 569,60 se transformou em uma de R$ 160,00 (tarifa de R$ 4,00, duas vezes por dia num mês de 20 dias), resultando numa economia de R$ 409,60 por mês, ou R$ 4.915 por ano.

É pouco? É muito?

Verdadeiramente isso não é importante. O importante é termos consciência de como estamos gastando o dinheiro que ganhamos.

No meu caso, esta simples mudança no padrão de gastos corresponde ao valor de uma passagem aérea internacional na classe econômica, o que ajuda na realização de um dos meus sonhos de curto prazo: visitar, pelo menos, um novo país por ano.

Você está indo atrás de seus sonhos?

Um educador financeiro pode ajudá-lo na realização destes sonhos num prazo bem menor do que você pode imaginar.

 

Autor: Sergio Braga

Membro Associação Brasileira dos Educadores Financeiros – Abefin.

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Caique Lima

Assessor ABEFIN

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